
Quem somos
A Pi edições surge com o desejo de materializar ideias na forma de artesanias afetivas. Atualmente nosso foco é a autoedição de nossos processos literários e artísticos.
Bastante inspirados pelos estudos mutiespécie, principalmente os conceitos propostos por Donna Haraway, Vinciane Despret, Isabelle Stangers, nossas criações tentam experimentar outras poéticas e políticas do convívio. Ensaiando outros modos de existir e estabelecer parentesco com os diferentes seres que habitam o planeta, por meio da literatura e artesania. Assim, surgem experimentos ativistas entre arte-ciência-literatura buscando sempre o gesto menor, o infraordinário. Aquilo que não se vê, a não ser que os olhos e todo o corpo esteja atento, disponível para o encontro com o mundo.
Também podemos acolher pequenos projetos afetivos de tiragem pequena e edição única que dialoguem com essa proposta, bem como, com o cotidiano, com a memória, com as resistências afetivas e com a infância. Nossa percurso editorial se caracteriza por um processo que chamamos de edição afetiva, guiado pela presença contínua ao longo do percurso editorial. Além disso, consideramos fundamental uma dinâmica de escuta mútua e espaço para acolhimento dos desejos. Seja na escolha dos materiais, formatos ou detalhes editoriais da obra. Nossa intenção com este processo é transformar cada publicação em um artefato único e potente, capaz de fazer vibrar sua presença no mundo.
Nossa História
No cheiro de papel e no movimento preciso das ferramentas (régua, tesoura, estilete, agulhas, linhas…) reside um universo misterioso e vibrante. No vento que sopra uma folha seca e na onda que traz um pequeno graveto mora a poesia. É no encontro entre estes universos de mistério e poesia que a Pi edições decide demorar-se. Ali, onde a potência das ideias pode brincar com o gesto poético da natureza.
Enquanto desejo, surgimos já há alguns anos. Em 2018, começamos a arriscar alguns gestos artesanais a partir de pequenos projetos editoriais de circulação restrita. Lá, ainda não tínhamos um nome que pudesse significar nosso desejo. Foi só em 2020, após a chegada de nossa filha, que o nome aconteceu. Clara, nasceu em 2019 e tão logo apropriou-se da linguagem, passou a chamar-se, naturalmente, de “Clara Pi”. Nesse encontro de vidas e nascimentos nos tornamos a Pi edições, uma proposta editorial que preza pelo pequeno e flerta com o detalhe.
Eduardo Silveira
Franciele Lopes
